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Entrevista da Semana: Cristina Mel

A carioca Maria Cristina Mel de Almeida Costa – ou simplesmente Cristina Mel – acompanhou de perto a evolução da música gospel brasileira nas últimas duas décadas. Desde a época em que cantava versões de Amy Grant e Sandi Patty, no começo dos anos 1990, ao emocionante videoclipe “Milagres”, em homenagem à filha Isabella Mel, Cristina viu de perto gravadoras surgirem e desaparecerem, ao mesmo tempo em que testemunhou o fortalecimento de grandes grupos de comunicação evangélicos.
A carreira de Cristina Mel decolou e seu nome tornou-se quase uma unanimidade entre crítica e público nesses 20 anos, quando lançou mais de 30 álbuns, entre LPs, CDs e DVDs, todos premiados, no mínimo, com disco de ouro, somando mais de 6 milhões de cópias vendidas. Foi a primeira cantora do segmento, no Brasil, a lançar um CD, a ter uma página na internet e a ser indicada para o Grammy Latino. Conquistou vários Troféus Talento, a maior premiação da música gospel nacional. E é uma das pioneiras do segmento infantil, sendo a primeira de estilo “adulto” a ter uma carreira paralela destinada aos pequeninos.

- Fale um pouco da sua infância e de como se inclinou para a carreira musical.

CRISTINA MEL – Sou filha primogênita de Elmiro Nunes de Almeida e Marli Asmar de Almeida. Ainda aos 8 meses de gestação, minha mãe foi submetida a um parto de emergência, pois tinha descolamento total da placenta e os médicos acreditavam que eu estivesse morta. Mas o Mestre tinha planos muito maiores para mim, que nasci no dia 10 de março de 1964, no Hospital Alexander Fleming, no bairro de Marechal Hermes, no subúrbio do Rio.

- Como você se preparou para o sucesso?

- Cursei inglês e espanhol, conquistei diplomas de proficiência em inglês nas universidades de Cambridge (Inglaterra) e Michigan (EUA), formei-me em Letras (Português / Inglês) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tornei-me professora. Todos esses caminhos, aparentemente sinuosos, foram na verdade o atalho que o Criador traçou para mim, que era religiosa, mas não conhecia o Deus Vivo, e que vivia num lar conturbado.

- E sua aproximação maior com Jesus, como se deu?

- Aos 16 anos, num momento de tristeza, devido ao divórcio de meus pais, fui convidada por uma amiga evangélica para assistir, numa igreja carioca, a um grupo de adoradores americanos, The Continental Singers and Orchestra, sob o pretexto de praticar inglês. Ali me entreguei a Jesus Cristo e vi o fel de minha vida se transformar em mel. Um novo coração, uma nova vida, com perdão, restauração, alegria e paz.

- Seu início de carreira foi numa igreja?

- Sim. Minha carreira de cantora começou a se desenhar como solista do coral da Igreja Batista de Tauá (Pr. Josué Valandro), no bairro da Ilha do Governador. Em 1990 eu fui convidada por Isaías Costa, vocalista e diretor da Banda Shaddai, para fazer backing vocal no lançamento de seu primeiro LP. Acreditando no meu potencial, Isaías levou uma fita cassete minha até Elias e Rosely de Carvalho - diretores da gravadora paulista Bompastor, na época a líder de mercado. O casal gostou do que ouviu e, dois dias depois, assinei um contrato.

- Qual foi seu primeiro disco?

- Naquele mesmo ano foi lançado o LP “Tá Decidido”, que me mostrava num visual despojado, vestindo casaco de couro e jeans, trajes até então pouco usuais para uma evangélica. O disco reunia versões de sucessos de Amy Grant, Sandi Patty e Eve, entre outros, e tinha como destaque a faixa-título, que se tornaria um de meus principais hits. Anos mais tarde esse disco foi relançado em CD, o primeiro de uma cantora gospel brasileira.

- E quando aconteceu sua primeira mudança de gravadora?

- Foi em 1997, quando estreei na MK Publicitá, atual MK Music, com o disco “Dê Carinho”, que ganhou versões em espanhol (“De Cariño”) e VHS, este último com participação de Marina de Oliveira e de um grupo vocal de peso, com Cassiane, Fernanda Brum, Eyshila, Grupo Elas e muitos outros grandes adoradores. O repertório mais parecia coletânea, de tantos sucessos que trazia: “Ao Amigo Distante”, “Mestre”, “Como Eu Poderia Esquecer”, entre vários outros. A primeira passagem pela MK terminou em 1998, com o lançamento do CD “Presente de Deus”, que revelou o hit “Nome Maravilhoso”.

- No ano seguinte você foi para a Line Records?

- Isso mesmo. E fiquei lá durante dois anos. O começo não poderia ser melhor: “Um Toque de Amor”, meu 10º álbum, tornou-se um dos mais vendidos da carreira, graças a hits como “Santo És” e “Me Levantou Jesus”, além de uma nova versão para o clássico “Meu Tributo”. Em 1999, com o CD “Amiguinhos do Coração”, realizei meu antigo sonho de gravar para as crianças. Foi com esse trabalho infantil que adotei definitivamente a abelha como símbolo e passei a receber o carinhoso apelido de Abelhinha de Cristo.

- Em 2001 foi sua vez de mudar para a gravadora Franc Records, uma novidade à época e que durou pouco mais de um ano. Qual foi sua outra aposta musical?

- Com o fim das atividades da Franc Records, mudei novamente de gravadora e assinei com a Clevan Music, lançando, em 2003, meu 5º álbum infantil, “Por um Mundo Melhor”. O disco adulto, “Eternamente”, só vem em 2004, depois de um período difícil na minha vida pessoal. No entanto, provando mais uma vez que a Mão de Mestre está sobre mim, lancei um de meus melhores álbuns, contendo uma regravação irretocável para o clássico “Autor da Minha Fé”.

- Seu retorno para a Line Records se deu em 2005, não foi?

- Mas fiz um contrato de três anos e a comemoração foi em grande estilo, com a gravação de CD e DVD ao vivo, realizada numa noite de muita emoção no Teatro da Rede Record, em São Paulo. Além de duas músicas inéditas, “As Canções da Minha Vida – 15 Anos Ao Vivo” ainda trouxe as participações especiais de Soraya Moraes e Marcelo Nascimento, além de uma homenagem à minha mãe, Dona Marli. O disco foi indicado ao 7º Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Cristã.

- Pelo visto você faz jus ao apelido de abelha. E em 2008 trocou mais uma vez de gravadora, certo?

- Em mais uma reviravolta pessoal, aos 45 anos voltei à MK Music - a maior gravadora gospel da atualidade. Lancei o CD “Ame Mesmo Assim” num momento especial da minha, quando adotei a linda Isabella Mel para completar a felicidade de meu casamento com Isaías. E foi para ela que escrevi as canções “Isabella Mel” e “Tua Graça Me Basta”.

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    ola amada achei muito lindo seu louvor em agradecimento a DEUS pela sua filha !! minha filha é um milagre tbm Qdo achei que estava morta no meu ventre POR toma Veneno internada qdo fizeram a ultrasom o coraçaozinhu dela batia e me emocionei muitoo ela é um milagre hj 18 CHAMA KETHERINE esta fazendo Medicina para A GLORIA DE DEUS E tbm AMA SEUS HINOS ALELUIA

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