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Testemunho - RENATO


Marcado pelas severas agressões físicas sofridas na infância, Renato dá um exemplo de superação e perdão.

Renato:
Nenhuma criança pede para nascer, assim como eu não pedi para nascer.

Marisa:
Muitas pessoas fazem loucuras de amor; o Renato sofreu loucuras de ódio de um ser humano.

Clube700:
Renato nasceu em meio a uma situação complicada. Sua mãe tinha acabado de descobrir a traição do marido que sempre quis ter um filho. Quando o sonho dele tornou-se realidade, ela lidou com sua raiva da pior maneira possível.

ImageRenato:
Ela resolveu descontar toda a raiva que sentia do meu pai em mim. Comecei a sofrer violência, torturas desde os 4 meses de idade. Ela passava o ferro quente em cima de mim quando eu era apenas um bebê. Muitas vezes me beliscava até arrancar pedaço ou esquentava uma colher para encostar no meu corpo. Com tantas agressões, não havia uma parte que não fosse machucada.

Marisa:
Se ele tinha, externamente, a aparência não humana. Interiormente, o Renato estava totalmente destruído.

Renato:
Tinha roupa minha que ficava muito suja de sangue e era eu quem tinha que lavar. Então, eu subia em um banquinho para lavar naqueles tanques de pedra. Uma vez, fui tentar torcer uma calça jeans e pelo fato de estar todo machucado, não consegui. Foi aí que ela pegou o meu braço e foi torcendo até ouvir um estouro. Só depois de ouvir o barulho que ela se convenceu de que realmente tinha quebrado o braço.

Clube700:
À medida que ele crescia, as agressões pioravam.

Renato:
Certo dia, minhas irmãs me amarraram enquanto ela esquentava uma chave de fenda. Ela encostou a chave em brasa nos meus lábios e eu acabei abrindo a boca. No que eu abri, o metal perfurou o céu da boca até o nariz e acabou esfriando. Quando ela puxou a chave de fenda com um alicate veio junto o céu da boca e todos os dentes de leite. Eu não chorava, gritava de dor. Ela pedia para mim parar senão os vizinhos podiam ouvir, porém o medo que sentia dela não calava a minha dor. Eu não conseguia parar de chorar e de cuspir sangue. Foi aí que ela começou a dar chutes na minha barriga. O estranho é que eu comecei a vomitar uma quantidade muito maior de sangue do que estava vomitando até então. Naquele momento percebi que estava vomitando fezes pela boca, pois ela havia estourado o meu intestino.

Image Image

Clube700:
Aos 12 anos, Renato finalmente saiu de casa após uma denúncia contra a sua mãe. Passou por três lares de menores e por fim conheceu Marisa e o Ministério Parábola.

Marisa:
Quando ele chegou na casa havia outras crianças. Mais de 20 chamando a mim de mãe.

Renato:
Eu tive um choque. As duas palavras que eu odiava ouvir falar era “mãe” e ouvir falar em “Deus”. A Marisa sempre me dizia que era a minha mãe e eu respondia: “então eu quero ver”. Eu a provocava, porém não era uma provocação proposital e sim uma forma de rejeitar aquele papel de mãe que eu não acreditava que existia. Eu pensava: “Tudo menos isso”.

Marisa:

Tinha dias que era insuportável. Logo notava-se que o Renato tinha acordado com um único objetivo: me tirar do sério. Em um desses dias, ele ficava passando de um lado para o outro em frente ao escritório onde eu estava trabalhando falando: “Não, porque você não é a minha mãe, pois não me manda. Você não me manda”. Eu sabia a ira que ele tinha, mas não sabia como provar que eu o amava. Então pensei: “Meu Deus, não tem outro jeito de fazer esse menino saber que me ama. Ele precisa me deformar, me destruir como pessoa”.

Renato:
Ela dizia: “bate em mim. Desconta o ódio que você tem. Quem sabe assim eu consigo provar que te amo”.

Marisa:
Eu pegava as mãozinha dele e falava: “Pode me bater, pode me machucar porque eu te amo”. E nessa loucura, ele dizia: “Não, não, não”.

Renato:
E eu fazendo força para não encostar a mão nela. Foi a primeira vez que eu a chamei de mãe.

ImageMarisa:
De repente ele deu um grito: “pára mãe!”. Mas não era um mãe que eu estava acostumava a ouvir até aquele dia, era outro mãe. Era um: “me resgata, me salva, me tira da onde eu estou. Eu não consigo sair sozinho”. Foi um mãe que veio do íntimo da alma. Naquele momento começou uma nova história na vida desse menino.

Renato:
Quando a minha mãe [Marisa] fez aquilo, eu vi o que Jesus fez. Jesus é inocente, Ele morreu por nossa causa. Pode-se dizer: Ele se ofereceu para nos salvar.

Marisa:
O que atraiu o Renato para Jesus Cristo foram as chagas, as feridas, a exposição dele a uma crueldade.

Renato:
Aquele momento foi uma cura.

Marisa:
Aliás, ele nunca mais me chamou de Marisa. Depois daquele dia, ele sempre me chama de mãe.

Renato:
Minha mãe falava de perdão, de perdoar, que devemos perdoar uns aos outros. E quando o pai dela, que tinha abusado sexualmente dela na infância, estava no hospital doente e precisando de ajuda, ela foi lá dar um abraço e orar por ele. Foi então que pensei: “Meu Deus, se eu não fizer o que realmente está escrito na tua palavra, eu não estou te servindo”. Foi quando decidi perdoar a minha mãe biológica. Eu cheguei até a ir na casa dela. Surpresa, minha mãe biológica falou: “você veio para se vingar de mim”. E eu respondi: “Mãe, se Deus que é Deus não fez nada, quem sou eu para fazer alguma coisa. Eu te perdôo”.

Clube700:
Hoje, Renato e Marisa trabalham juntos cuidando de jovens que passaram pelo terror da violência.

ImageRenato:
O meu sonho é fazer com que a lei do Estatuto da Criança e do Adolescente torne-se verdadeira. Que ela se torne real para que a criança venha a ser protegida.

Marisa:
O testemunho do Renato é uma benção. Todos os lugares que precisa colocar uma história de sucesso, de êxito, o Renato é o nosso ícone.

Renato:
Eu vivo o que está escrito na Bíblia. Jesus transforma toda a maldição em benção. Eu vivi isso e vivo até hoje.

1 comentários:

  1. Leco disse...:

    Que tocante! Uma mulher como a mãe biologica dessa rapaz nunca poderia ter tido filhos! é com casos assim que acabo acreditando q "bruxas" existem de verdade!

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